Quem inventou o homus?

O homus é um dos alimentos mais populares do mundo. Essa pasta de grão-de-bico clássica se tornou famosa por ser um prato saudável, fácil, accessível, simples e, é claro, muito gostoso. Mas além de tudo isso, o homus também se tornou polêmico.




Quase todos os países do Oriente Médio como Turquia, Líbano, Síria, Palestina, Israel, etc., já declararam que o homus é deles. Um orgulho a que todos aspiram, mas que ninguém comprova. Porém, uma coisa é certa: sua história é bastante longa. Seu principal ingrediente, o grão-de-bico já era cultivado na região antigamente chamada de Grande Síria há mais de 10 mil anos. E o tahine, a pasta de gergelim, foi mencionada nos livros de culinária árabes do século XIII, segundo Anissa Helou, autora de vários livros sobre a culinária do Oriente Médio e uma das maiores especialistas no assunto.

“A questão de quem inventou o homus é absurda”, declara Ores Rosenfeld, autor e diretor do filme Hummus! The movie. Na sua opinião, esse debate não merece atenção.

Porém, para muitas pessoas, trata-se de uma questão de patriotismo, de identidade. A lendária "guerra do homus" começou em 2008, quando o Líbano acusou Israel de ter roubado um dos seus patrimônios nacionais. O governo libanês abriu um processo por violação das leis de denominação de origem de alimentos contra Israel porque o país vizinho estava comercializando o homus como prato israelense. O Líbano, então, apresentou uma petição à União Europeia para que o homus fosse reconhecido como um prato libanês. Não deu em nada.


Em 2009, o ministro do turismo libanês Fadi Abboud resolveu encerrar a “guerra” preparando o maior prato de homus do mundo. E até chamou Guinness Book of World Records para documentar o evento. O prato pesava duas toneladas. Em seguida, Jawdat Ibrahim, em Israel, revidou preparando quatro toneladas de homus servidas em uma antena parabólica com 6,5 metros de diâmetro. O contra-ataque libanês não demorou: 10.452 kg. Mas por que um número tão preciso? Porque corresponde ao número de quilômetros quadrados do país. A origem do homus não foi provada, mas o recorde permanece sendo do Líbano desde 2010.

Charles Perry, presidente da Culinary Historians of Southern California, afirma que não é possível determinar onde e quando o homus foi inventado. No entanto, o especialista diz que associa a iguaria à cidade de Damasco, na Síria, que, no século XVIII, era um grande centro urbano com uma classe dominante sofisticada. Ele explica que a maneira tradicional de servir homus no Oriente Médio é espalhando-o rapidamente com um pilão em um prato de barro, pois assim é mais fácil avaliar se a textura está correta - nem densa nem rala demais -, além de dispor a pasta de uma maneira conveniente para quem vai se servir com um pedaço de pão. Essa prática, segundo Perry, denota uma técnica urbana refinada e não um prato popular antigo.

Apesar de toda essa polêmica, nós da Simsim Culinária, achamos que não importa quem inventou o homus. Ele é patrimônio da humanidade. Foi desenvolvido ao longo de séculos, por muitos povos e para todos os povos. É saboreado por todos, mas não pertence a ninguém. Acima de tudo, é uma delícia! E você, o que acha?

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